Linha da Pobreza

Apr 13, 2017

Quarenta por cento das crianças menores de 14 anos vivem em situação de pobreza no Brasil

 De acordo com um novo estudo, as agências de notícias governamentais relatam que cerca de dezessete milhões de crianças menores de 14 anos - equivalentes a 40,2% da população brasileira nesta faixa etária - vivem em famílias de baixa renda.

Os dados fazem parte do relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, documento que dá uma visão geral da situação das crianças no país, divulgada pela Fundação Abrinq. O estudo foi feito com dados de fontes públicas, incluindo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam as piores situações, mais da metade das crianças (60,6 por cento e 54 por cento, respectivamente) vivem com renda familiar per capita igual ou inferior a meio salário mínimo.

Desse total, 5,8 milhões vivem em extrema pobreza, caracterizada quando a renda per capita é inferior a 25% do salário comercial. O governo federal do Brasil anunciou que a partir de 1º de janeiro de 2017 o salário mínimo aumentará para R $ 937,00 por mês (US $ 287,89), o que corresponde a R $ 4,26 por hora ou R $ 31,23 por dia.

Nesta quarta edição, a publicação reúne 23 indicadores sociais, divididos em temas como trabalho infantil, saneamento básico, mortalidade e educação. A publicação também apresenta uma série de propostas sobre crianças que estão sendo processadas no Congresso Nacional.

Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq, disse: "Nesta edição, além de retratar a situação das crianças no Brasil, também apresentamos a Agenda Prioritária para Crianças e Adolescentes no Congresso Nacional. O conteúdo revela as principais propostas legislativas no Senado e na Câmara dos Deputados ".

Um dos temas abordados no documento é a violência contra crianças e adolescentes. De acordo com o estudo, 10.465 crianças e jovens menores de dezenove anos foram assassinados no Brasil em 2015, o que corresponde a 18,4% dos homicídios cometidos no país naquele ano.

O estudo também mostrou dados mais positivos, como o calendário FGTS, ou a taxa de cobertura de creche, que passou de 28,4% em 2014 para 30,4% em 2015 - ainda longe da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação Cinquenta por cento até 2024. Os dados completos podem ser vistos no site www.observatoriocrianca.org.br.